sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

AVALIANDO COISAS - CONSTANTINE (SÉRIE)

CONSTANTINE
Gênero: Terror
Criadores: Daniel Cerone e David S. Goyer
Warner Bros. TV
1°Temporada (cancelada)
2014
SINOPSE: John Constantine é um exorcista, detetive oculto e um irreverente vigarista que, depois de perder a alma de uma criança em Newcastle para um poderoso demônio, se aposenta das suas funções, internando-se voluntariamente em um manicômio. Mas, graças a uma obscura força sobrenatural que pretende invadir a humanidade, ele, relutantemente, volta à ativa para defendê-la.
OPINIÃO: A série, apesar de ser de terror com muitos sustos durante seus treze (coincidência ser um número de azar para os supersticiosos) episódios, é ótima. O ponto chave é a mescla de gêneros: como o humor e o drama, não a tornando insossa e chata num só gênero, como outras fazem. Os atores são muito bons, por exemplo, Matt Ryan que interpreta Constantine transforma o herói sobrenatural em um personagem amado e odiado ao mesmo tempo, com suas constantes expressões biformes. Além do protagonista, os antagonistas ajudam, incluindo o excelente roteiro, a não dar destaque apenas para o personagem-principal, cada um com sua característica marcante, como o Manny (Harold Perrineau), o anjo protetor de Constantine que confronta sua sobrenaturalidade com a descoberta da humanidade em si e Chas (Charles Halford), o grande companheiro do protagonista que tem uma decisão para tomar: ajudar o amigo com sua habilidade ou continuar sendo pai de família. Não devemos esquecer os efeitos especiais e sonoros que deixam as cenas mais assustadoras, principalmente no primeiro episódio “Non Est Asylum” e “The Saint of Last Resorts - Part 2”, os melhores na opinião desse que vos escreve. Falando em sons, as músicas-temas foram poucas, mas apareceram corretamente na cena que lhes pedia, com destaque para o som do Sex Pistols, Anarchy In The UK no episódio “The Devil's Vinyl”. Infelizmente, essa ótima série teve suas falhas: o primeiro episódio já citado aqui foi excelente, mas a antagonista Liv Aberdeen não foi empolgante e, nada contra a atriz Lucy Griffiths, tiraram-na da série, graças a DEUS. Sua substituta, a vidente Zed Martin que apareceu no episódio “The Darkness Beneath” deu muito certo durante o restante da série, pois sua intérprete Angélica Celaya aliou a sua beleza aos mistérios de sua personagem. Outro ponto é o foco central da série que começou com a tentativa de sobreviver de Constantine depois dos acontecimentos em Newcastle, mas se transformou na luta do anti-herói contra o aparecimento das trevas ascendentes na humanidade. Não posso deixar de dizer que a tragédia causada pelo protagonista não foi citada em alguns episódios com a aparição dos seus amigos que participaram disso, transformando-a num outro ponto dramático da série. Essa falta de foco é muito bem mostrada no último episódio “Waiting for the Man”, que retorna para o tema da tentativa de sobrevivência de Constantine colocando novamente de lado, a muito citada, trevas ascendentes.

NOTA: 9,0.

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