quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

TENTANDO SER VENTRÍLOQUO!

Lembro-me que na Faculdade de Letras, minha professora de Literatura Brasileira passou um exercício para realizarmos alguma coisa artística num dia de aula. Para ajudar, ela trouxe alguns apetrechos. Desses escolhi um bonequinho de um macaco (desculpe não ter a foto para mostrá-lo, é que faz muito tempo e não deu pra tirar a foto) que era controlado, depois que você coloca a mão numa abertura atrás dele. Apesar de tímido na época, escolhi fazer uma apresentação de ventríloquo, escrevendo assim o seguinte texto:

O MACAQUINHO E A MENINA DO PICHE

Eu falo:
- Olá, pessoal! Boa noite!
Hoje apresentarei a vocês, um amigo. O melhor contador de histórias da floresta: TEODORO, o macaco!
Mostro o boneco,
- Boa noite. Como meu amigo disse, vou contar para vocês a história do meu primo Tunico. Um macaco danado!
- Por que ele era danado, Tunico? 
- Por que roubava bananas da plantação de seu Baltazar. O fazendeiro que morava perto da floresta. Ele sempre roubava no segundo dia, no período de amadurecimento das bananas. Sempre que isso acontecia, estava ele lá!
- Que danado! - eu digo, rindo.
- Mas isso não para por aí! Tunico, além de roubar no segundo dia, roubava no terceiro, no quarto... e Seu Baltazar já não sabia mais o que fazer. Então um dia, ele teve uma ideia.
- Que ideia?
- Fazer uma boneca de piche. Foi à cozinha e, depois de preparar o piche e fazer o molde de uma boneca de palha de madeira - com braços e pernas abertas -, derramou o piche por cima dela. Levou-a, cuidadosamente, e a colocou na frente do bananeiro e em seguida, pôs uma cesta com muitas bananas a sua frente. Preso a cesta, pregou um cartaz bem chamativo dizendo: "BANANAS GRÁTIS".
Passada uma semana, Tunico foi roubar de novo. Não demora muito para ele ver a boneca e, pensando ser uma moça distribuindo bananas, a pergunta:
- Moça, você pode me dar todas as bananas?
Um silêncio fica no ar.
Ele pergunta segunda vez, nada.
Na terceira vez, Tunico, já bravo, coloca a pata na boneca e o piche começa a grudar. Meu primo tentava tirar, mas quanto mais ele puxava, mais o piche grudava, tanto que em alguns minutos, ele já parecia um gorila coberto de piche.
- O que houve com ele depois?
- Não se sabe ao certo... alguns dizem que ele ficou preso no piche para sempre e virou um espantalho para assustar os macacos ladrões. Por isso, como meu finado pai sempre dizia: tudo na vida tem uma consequência. 
Meu primo roubou as bananas e pagou o pato.
Agradecimentos!

  

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