quinta-feira, 24 de março de 2016

AVALIANDO COISAS - O CHAMADO DO DRAGÃO: QUANDO A NEVE CAI

O Chamado do Dragão:
Quando a neve cai
Ítalo Oliveira
2015

SINOPSE: Para Cristal Green a vida era perfeita. Ela tinha uma conexão tão forte com a natureza que a fazia passar muito tempo junto dela. Com a morte inesperada do pai, sua família se muda e o mundo de Cristal vira de cabeça pra baixo. Descobre, então, que sua vida vai muito além de tudo aquilo que imaginava, quando coisas estranhas começam a acontecer. Coisas como uma terrível nevasca em pleno verão!
OPINIÃO: De maneira singular, o leitor é levado a questionar a existência da magia, magia essa que todos possuem e na maioria das vezes negligenciam. As referências a este questionamento também surpreendem de forma simples e instigante. Cristal passa por momentos difíceis depois de perder seu pai em um acidente de carro, ela, seus irmãos menores e sua mãe, que não consegue superar o acontecido, se veem obrigados a morar com a avó. Infelizmente, a situação de sua avó também não é boa, ela corre o risco de perder sua casa. Na tentativa de ajudar, Cristal tenta arrumar um jeito de pagar as dividas da casa e quando menos espera, acaba em Ceunt. Um lugar mágico, encantador e ao mesmo tempo, perigoso, governado por um rei. Sua avó a incentiva a fazer amigos e até mesmo a namorar. Hunter, um garoto que parece misterioso e começa um relacionamento com Cristal, logo se revela gentil e apaixonado. Em Ceunt, Cristal descobre que seus amigos e o povo que lá vivem correm perigo. Decidida a ajudar, ela conhece os dois lados que, acredito, devam existir em qualquer lugar do mundo, o oprimido e o opressor. Como em tudo que conhecemos, existem dois lados de uma moeda. Keveron, inicialmente, opressor, mostra-se contrário às decisões de seu pai, o rei, e isso dividi o coração dela também. Por várias vezes Cristal entra e sai de Ceunt, ela tenta também prosseguir sua vida no mundo real, contudo, percebe que a fúria desse rei interfere em seu mundo, provocando uma nevasca que só piora a cada dia que passa. Sua escola, a paixão pela dança, seus amigos, o misterioso assassinato de uma colega de turma e até mesmo seu namorado, acabam ficando em segundo plano ao partir ao auxílio do povo de Ceunt. Cristal aceita ir ao castelo do rei, acompanhada por Keveron. Ela descobre algo desolador e surpreendente em sua visita e seu coração não é forte o bastante para aguentar, tudo o que ela mais deseja naquele momento é voltar para casa, para sua família. Seu desejo é atendido e Cristal volta ao mundo real. O autor apresenta traços psicológicos dos personagens logo de início, assim, é possível sentir os efeitos de suas relações uns com os outros e já começar a se envolver, a força de Cristal encanta e sua maturidade diante á dor é admirável. As indas e vindas de Cristal entre o mundo real e Ceunt e a narrativa corrida da história, podem deixar o leitor confuso algumas vezes, mas logo passa e voltamos a nos situar.
NOTA: 8,0


 Por Amanda Maia Gomes

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