quinta-feira, 14 de abril de 2016

AVALIANDO COISAS - O QUARTO DE JACK (FILME)

O Quarto de Jack
Gênero: Drama/Thriller
Direção: Lenny Abrahamson
Elenco: Brie Larson, Jacob Tremblay, Joan Allen, William H. Macy e Sean Bridgers
Canadá, Irlanda
2015

SINOPSE: Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.
OPINIÃO: “Este filme é maravilhoso!” Seria a frase que o resumiria. A primeira coisa que explicaria isso são os sentimentos que ele traz a quem o assiste! Em cada parte, o telespectador sente algo: na primeira, sente uma claustrofobia aterrorizante; na segunda, um pesado drama o envolve e na terceira, um amor pelos personagens centrais faz até os mais durões suarem os olhos de tanto chorar. Tudo isso, graças às brilhantes atuações de Brie Larson e Jacob Tremblay que foram sensacionais. Como Joy, a atriz, que ganhou o OSCAR de melhor atriz pelo papel, mostrou uma mãe com sentimentos mutáveis ao longo da película. Ao mesmo tempo, trazia a personagem um desespero pela situação de prisão, mas um amor incondicional e uma proteção pelo filho Jack. Falando nisso, o garoto de oito anos, deu um show como o personagem que dá o nome do título do filme em português. Mostrando uma pureza e uma sabedoria de um menino de cinco anos que não tem como ficar apaixonado. Gostaria de dar uma menção honrosa a Joan Allen, de forma gloriosa, a atriz interpretou a compreensiva mãe e avó dos protagonistas de forma única. Não posso deixar de ressaltar o único erro neste filme, a presença rápida e desnecessária de William H. Macy – interpretando o pai e avô dos protagonistas. Um ator de gabarito como o dele e de um personagem tão rico, deveria ser mais trabalhado. Mas isso não tirou a magnitude desse filme! Além disso, gostaria de citar a inteligência do diretor Lenny Abrahamson em usar as câmeras em conjunto com as atuações. Tiveram momentos que as falas não eram necessárias no contexto da cena. Somente as expressões constituíam-na ou apenas os ângulos dos cenários que mostravam como os personagens centrais sentiam. Por exemplo: o tão mostrado quarto.   

NOTA: 9,5.

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