segunda-feira, 18 de abril de 2016

SESSÃO NOVOS TALENTOS - KATHRYN BARBOSA

Olá pessoas que acompanham este singelo blog.
Fazia tempo que não postávamos essa sessão não é? Para quem estava com saudade! Olha ela aí!
Hoje o nosso novo talento é Kathryn Barbosa. A moça de nome difícil tem 19 anos e cursa Letras, um curso que está amando estudar. A mineirinha Ouro Branco ama ler qualquer coisa: romance, ficção, clássicos, mitologias e o principal, coisas sobre o Japão. Tanto que atualmente está lendo "As rãs de Mo Yan". Nossa escritora de hoje ama escrever poesia, mas já passou pelo mundo das crônicas. Com vocês, um poema animalesco de Kathryn Barbosa!

Bicho..hurru!

No âmago do meu ser
forças primitivas estão a se movimentar..
A linha entre a razão e os instintos é tênue
Tão translúcida que já não sei por onde andas...
Me perdi em alguma parte dessas andanças...
A mata ciliar do meu coração se queimou
Ainda arde estas cinzas...
Terra desprovida...
No norte desse espaço geográfico estão as geleiras, lá está petrificado todos projetos
De rosas sonhos...
Todos esqueletos mal formados!!!
No sul deste órgão vermelho
Habita os túmulos, as escuridões
Que fazem fluir gêiseres de águas salgadas e quentes!
Estes orifícios, portas de minha alma!
O que tenho para falar deste leste?
De lá vem ventos...
Visitam tudo...
As vezes é tudo oco
éco infinito
vácuo...cheio!
De um grito primitivo!
Um grito proibido..
O nordeste é ávido...
Fulgazes são sem direção...
pobre pão!
O colapso é o centro..
convulsões da derrota!
Própria tortura, vivo digo loucura!
O pior a doce voz cantando:
A primavera logo vem ...
O vulcão torna-se-a dormir
A civilização poderá existir!
Pobre de mim e minhas ilusões...
vivo na defesa...vivo incerteza
vivo assim vegetando..com minhas próprias mãos!
Caminhando em ponte sem taboa...
lagoa de prata..derretida
me queimo os nervos...me derroto tentando
caminho sufocando...
Piso escuto o crac...
São minha poesia...são minha dor sofrida..
Quanto mais aqui me desfaço...mais não consigo parar
Prisioneira já sou eu...sou fera sou bicho...meu papel traduz meus hurros..
traduz esses berros primitivos...animalescos...
sou...bicho! sou sendo irracional...
vou vindo assim...
mal se tampa com pele de outros bichos as 'partes' do meu corpo...
Meus cabelos emaranhados desajeitadamente presos...
As unhas são garras que em tantas batalhas...já sofreram..
Sou bicho, sou nada...
Os pés de valente já são patas...
Sou bicho! Sou nada!
O fato move o estralo...
Aquela engrenagem...o cheiro da reprodução...
Atrai mais bichos para a ação...
Brinco aqui me chamo assim...
Brincadeira amarga esta...
reprodução..de mesma ação
Ação esta do verbo ir...
Ir de encontro a outra guerra...bicho..

Hurruuuuu!!!!!

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