terça-feira, 11 de outubro de 2016

AVALIANDO COISAS - NINE

NINE
Gênero: Comédia Musical
Direção: Rob Marshall
Elenco: Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Sophia Loren, Kate Hudson e Stacy "Fergie" Ferguson.
Estados Unidos\Itália
2009

SINOPSE: Guido Contini (Daniel Day-Lewis) é um famoso diretor de cinema às voltas com a crise da meia idade, repleto de problemas pessoais e com déficit criativo. Homem de muitas mulheres, seu maior desafio é buscar o equilíbrio entra a esposa (Marion Cotillard), sua amante (Penélope Cruz), sua atriz/musa no cinema (Nicole Kidman), sua figurinista e confidente (Judi Dench), uma jornalista de moda (Kate Hudson), uma prostituta (Fergie) e sua própria mãe (Sophia Loren).
OPINIÃO: Os musicais sempre foram um desafio para mim. Tudo por conta dos clichês filmes teen, onde há muita cantoria e o garoto fica com a mocinha no final. Também pela minha pouca experiência com este gênero, tendo assistido apenas um filme: Moulin Rouge.
Mas quando vi Nine, minha desconfiança mudou um pouco, pois ele não é apenas um filme musical, é uma peça de teatro dentro de uma película – o definiria assim. Falo sério quando digo que me senti na Broadway ao vê-lo. (por coincidência, o filme é baseado numa peça antiga de lá).  
Muitos elementos me fizeram gostar desse filme. Primeiro, foi o enredo fantástico que mostra as epifanias de um famoso diretor. E como sou cinéfilo de carteirinha, essa metalinguística foi um dos destaques. Também nesse ponto, vale citar a presença histórica do cinema italiano onde posso jurar que Guido Contini é uma personificação do grande diretor Frederico Fellini, mas não achei nenhuma prova disso em minhas pesquisas. Então a deixemos de lado na nossa imaginação.
Acho que um dos pontos importantes foi a montagem e a edição das cenas, como eram epifanias, o corte de uma para outra foi essencial para a sua continuidade. Aliado a isso, não vamos nos esquecer dos momentos musicais que, na minha opinião, foram colocados de maneira brilhante pelo diretor Rob Marshall já gabaritado com o gênero, pois dirigiu Chicago – um grande sucesso que lhe rendeu alguns Oscars. Ele os colocou no para demostrar o pensamento dos personagens em relação ao que acontecia durante a cena.
Falando nos personagens, os atores foram muito bem em interpreta-los, exceto uma: a famosa Nicole Kidman, que por coincidência, estrelou o único musical que vi citado no começo desta postagem. O que me incomodou nela, neste filme foi a ausência do sotaque italiano enquanto os outros – de acordo com a nacionalidade de seus personagens -  fizeram espetacularmente, dando destaque a Daniel Day-Lewis como Guido Contini. Isso deixou a atriz com cara dela mesmo e não de Claudia, a personagem que interpretava. Outra coisa que devo ressaltar que me confundiu muito em algumas cenas foram as legendas. Elas, apesar de serem do Brasil, em outras línguas, principalmente no francês, não mudavam para o português. Então você que, não sabe francês como eu, ficará um pouco confuso. NOTA: 9,0

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