quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SESSÃO NOVOS TALENTOS - CARLOS MONTEIRO

Olá visualizadores e visualizadoras.
Como vocês estão, hein? :)

Antes de mostrar o último novo talento de 2016, quero dizer algumas palavras sobre esta sessão. O motivo de cria-la foi para divulgar os talentos que surgem e que não tem oportunidade de mostrar seus textos. Por isso, queria agradecer a quem confiou em mim e me permitiu postar aqui. Tivemos todos os tipos de gêneros este ano: contos, poemas, partes de histórias,... enfim, talentos que com uma boa oportunidade entrariam com extrema facilidade no mercado literário.
Bom, depois das considerações iniciais, vamos mostrar o último novo talento que de "novo" no mercado imaginário não tem nada.

Carlos Monteiro é educador, ator, artista e Escritor, com conhecimento sobre relações humanas. Dirige uma Empresa Eudaimonia da Arte com os selos - EROS cia Teatral (Buscamos a consolidação do Teatro da Crueldade, um estilo de características próprias que grita para fora a crueldade humana) e Cia Suicidados da Sociedade desde 2008. Apresentações em casa de culturas e teatros de São Paulo 2008-2011, com o grupo EROS cia Teatral. Participou do festival de teatro em Joinville, Com a peça: Ontem eu era e hoje não sou mais (2010). Contemplado com projetos culturais, VAI - 2011. Autor do Livro – (Mensageiros da Lucidez) Lançado em 2013 pela Editora DRACAENA. Contemplado pela Câmara Municipal de São Paulo, com o certificado de participação no Prêmio Milton Santos. (2013), Tema: Antologia de contos Devir Campo Limpo. Atuou na peça Hipocrazya – ETA (2013). Dirigiu e Atuou na peça – EXCÊNTRICA (2014), se apresentando em alguns pontos culturais de São Paulo (Céu Casablanca, Céu Guarapiranga, Biblioteca Belmonte). Atuou e dirigiu a peça – IMPRODRAMA(2015), se apresentando no Teatro Commune. Atua e dirigiu a peça – Artaud no fio da “Carne”(2016).
Quer conhecê-lo mais seu trabalho e falar com ele? Aqui deixo alguns contatos do rapaz:

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Agora, para abrilhantar mais a postagem, um trecho do texto que mostra mais o talento do autor:


Sinopse: 
Um homem carrega cinco estigmas.
Sofrer por amor. Viver na solidão. Suportar a dor. Não ter alma. Ser quem ele é! Diante dessas chagas, seu sofrimento é alimentado pelo néctar da laranja, a fruta que sua mãe plantou com sua eternidade. O eterno é uma história que revelará uma nova época para a humanidade.


"Uma caminhada é o que eu preciso.
Dizem por aí, que caminhando podemos voar em nossa mente, eu preciso sair pelo ar, como um vendaval implacável. Está doendo muito. Como ela faz falta na minha vida. Droga!
Essa noite tem um ventinho gelado, tão confortante para minha ausência de mim mesmo. Já são quase 2h da madrugada, ainda tem carro passando pela avenida, alguns passam mais rápidos que o outro, nem consigo ver o motorista, visualizar seu rosto, entender o que ele faz tão tarde na rua, imagino que não sou o único perdido na lama da dor. Existem muitos como eu, a diferença que neste instante devem estar dormindo. Eu andando por quase 1 hora.
Mais uma vez tento assoprar minhas feridas, vou voltar imediatamente para minha casa. Volto correndo desta vez? Se eu fechar os olhos, vou apagar toda minha memória? Eu tento, tento mesmo esquecer uma pessoa, porque não consigo fazer? Não quero ser assim, vulnerável!
Tenho fome. Fome física. Fome de alma. Fome de amor. Fome de você!
Fome, come, fome, come, fome, come, fome, come....
Meu cérebro vai explodir qualquer dia desses.
Ainda bem que cheguei em casa.
Vamos porta, não complica minha vida, abra chave maldita.
Preciso ir na cozinha beber um pouco de óleo.
Como é gostoso beber óleo de cozinha. Se quente não queimasse eu beberia.
Vou subir para meu quarto, ah, não posso fazer isso sem antes ver minha mãe na sala.
 Oi mamãe?
Silêncio.
 Que merda! Por que não me responde sua vadia?
Uma gargalhada.
Como sou estúpido, minha mãe é somente um quadro da sua imagem. Morreu faz uns dois anos creio eu. Preciso ir molhar meu rosto. Ela não tem culpa da minha desilusão amorosa.
Meu quarto, quanto tempo.
Gemidos femininos.
 Oi, como está se sentindo?
Gemidos femininos.
 Já volto, está bem?
Gemidos femininos.
Que água gelada gostosa. Disso que eu precisava para relaxar, lavar meu rosto. Caminhei muito, vou tirar minha bota. Pronto, de meia laranja. Gosto de laranja, tanto da cor quanto da fruta. Sempre quando vou chupar laranja...
 Ops... Desculpe falar chupar na frente de uma moça.
Gemidos femininos.
Quando eu vou deliciar laranja, tem que ser laranja lima. Eu corto ela em quatro pedaços. Faço um corte no meio e depois mais um repartindo em quatro. Muito bom.
 O que você tem?
Gemidos femininos.
 Vou tirar essa amordaça da sua boca. Diga – me.
Um choro demasiado.
 Por favor, pelo amor de Deus. Não me machuque, eu não fiz nada para você!
Uma mão suave avança na boca feminina.
 Silêncio. Calma menininha. Não queremos sofrimento.
Um choro de súplica.
 Por favor...
 Não. Não fique assim, eu vou cuidar de você, vou colocar o pano na sua boca novamente e vou deitar na minha cama, já você menininha vai ficar deitada no chão sem fazer barulho, tudo bem?
Olhos se cruzam. Um tem medo o outro tem poder.
Um consentimento.
 Obrigado, foi um dia horrível. Boa noite.
Uma moça amarrada nas mãos, nas pernas, amordaçada e sem roupas está no chão. Por outro lado, um homem aparentemente tranquilo, dorme um sono de glória."




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