terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

AVALIANDO COISAS - A CABANA - WILLIAM P. YOUNG

A Cabana
William P. Young
2008

SINOPSE: A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.
OPINIÃO: Como havia mencionado na postagem de introdução das obras do DESAFIO LITERÁRIO, eu já havia lido na adolescência ‘A Cabana’ e naquela época se tornou para mim uma das melhores leituras de todos os tempos. Então resolvi me desafiar relendo-o. Também admito que esta decisão deve-se ao fato de que sua versão cinematográfica estreará este ano. Mas, diferentemente de ‘Ben-Hur’ onde tive uma experiência insatisfatória, neste best-seller tive uma leitura agradável e que me ensinou muito. Claro que tiveram alguns pontos negativos que você saberá durante esta resenha.
O livro começa com um prólogo que pode até considerar como um capítulo, pois apresenta todas as características de Mack – nossa personagem principal: sua vida, seus anseios, suas forma de falar, enfim, tudo para o leitor entendê-lo durante o enredo. Outra coisa que achei extremamente criativa é o autor colocar o narrador como personagem-coadjuvante e por seu apelido nele. Entretanto, quando Willie surge – a personagem em questão – ele não é passado para a 1ª pessoa, pelo contrário, continua na terceira. Como podemos ler no trecho a seguir: ”Uma batida na porta arrancou-o de sua concentração e ele viu que era Willie.” Apesar de ouvir algumas teorias que o narrador poderia ser outra pessoa, isso me frustrou muito.
Quando iniciei o primeiro capítulo, confesso que o achei extremamente arrastado que me deixou desanimado para termina-lo principalmente pelo vocabulário complicado e o excesso de detalhes. Em contrapartida, gostei muito que o autor usou o artifício da metáfora deixando objetos, como uma árvore e caixa de correios, inanimados. Mas, infelizmente isso não continuou no decorrer do livro.
A partir daí a narrativa começa e as descrições diminuem e se tornam necessárias, exceto a de locais onde o autor detalhou tanto que as colocou em números – outra coisa que me incomodou profundamente. Apesar disso, o enredo se torna instigador e o leitor se depara com uma história de um homem cheio de dor tentando a redenção.
Apesar de o livro ser de conceito cristão, o autor, de maneira excepcional, compara histórias nativas com as que aprendemos na Bíblia. Falando nisso, ele desmitifica o que nós imaginamos de Deus, Jesus, o Espírito Santo e outras coisas sobre os quais o LIVRO SAGRADO nos ensina.
Mesmo tendo pontos negativos que já citei o que mais me encantou em ‘A Cabana’ foi à mensagem. Claro que em sua maioria, é teológica, mas tem traços filosóficos, sociais e humanos, onde quem o lê aprende a como seguir sua vida diferente.
Respondendo a pergunta que fiz no post do Desafio Literário: sim, eu continuo amando este livro! S2

NOTA: 8,5


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