quinta-feira, 20 de abril de 2017

AVALIANDO COISAS - DOCTOR WHO: O PRISIONEIRO DOS DALEKS - TREVOR BAXENDALE

Doctor Who: O prisioneiro dos Daleks
Trevor Baxendale
2015

SINOPSE: Uma aventura inédita do Décimo Doutor, interpretado na tevê por David Tennant.
O Império Dalek não para de se expandir, e batalhas eclodem em vários sistemas solares. Quando o futuro da galáxia está em jogo, o Doutor se vê a bordo de uma nave próxima à linha de frente, junto a um implacável grupo de caçadores de recompensas.
O Comando da Terra paga a eles por cada Dalek morto, por cada olho entregue como prova. Mas, com a ajuda do Doutor, os caçadores conseguem algo de valor inestimável: um Dalek inteiro, vivo, com os sistemas desarmados e pronto para ser interrogado. No entanto, com os Daleks nada é o que parece e ninguém está a salvo. Quando o jogo virar, como o Doutor sobreviverá ao se tornar prisioneiro de seu maior inimigo?
OPINIÃO: Antes de começar a resenhar o livro em questão, queria dar uma pequena introdução: já citei aqui bem brevemente sobre ‘Doctor Who’ que, além de ser a minha série favorita, eu levo a mensagem de amizade que ela passa para a minha vida. Comecei a vê-la em meados do ano de 2014 nas noites da TV Cultura, zapeando os canais e acabei me apaixonando. Tudo graças à homogeneidade de gêneros, apesar de ser classificada como Sci-fi, a excentricidade do personagem que dá título ao programa e suas aventuras com as companheiras pelas galáxias. Por isso, acho que este livro é um verdadeiro ‘fan-service’ para aqueles que amam Doctor Who.
Entretanto como este blog é universal, o avaliarei como faço com os outros aqui.
Para você que é fã, vai se sentir assistindo a um episódio da série por que existem elementos que caracterizam isso: a TARDIS enviando o Doutor para uma enrascada, humanos aparecendo do nada, os Daleks evocando EXTERMINAR sem parar! ... enfim coisas que só a narrativa televisiva mostra. Além das citar os Daleks – principais inimigos do Doutor e antagonistas deste livro – e das antigas companheiras do 10ª Doutor: Martha Jones e Donna Noble.
Mas para você que não tem afeição pela série, a história vai parecer um pouco amarrada e sem sentido nenhum. Outra coisa que ajuda nisso, são as palavras vistas somente no universo da ficção-científica como: ‘fenda temporal’, ‘Hurala’, ‘sônica’ e outras que são incompreensíveis até para quem vê a série.
Os personagens do livro são clichês no âmbito do Sci-fi: humanos frágeis ou mártires e alienígenas inteligentes ou ferozes. Confesso que os considerados ‘humanos’ não me instigaram por sua imprevisibilidade, já os alienígenas – que também eram humanoides na história – mostraram mais mudanças psicológicas durante o andamento da narrativa. Koral, inicialmente descrita apenas como uma mulher-fera, mostrou o lado mais humano conforme o caos ia se desenvolvendo no enredo e o Doutor, de acordo com a cena, mudava seus sentimentos repentinamente fazendo o leitor imaginar e até se surpreender com as falas ou atitudes que esta personagem tomava. Como comentário de fã, elogio à forma como o décimo Doutor – interpretado por David Tennant na série televisiva – foi descrito! Enfim, como avaliação final, eu digo: funciona como ‘fan-service’, mas como livro não instiga e é cansativo.         

NOTA: 8,5


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